domingo, 31 de maio de 2009

MAQUIAVEL, HOBBES E ROUSSEU

Maquiavel é um humanista realista, que acredita o homem seria:
Homem = Metade Fera + Metade Homem
E para ele o Poder está entre a Força e a Razão.

Hobbes no Pacto Social os indivíduos renunciam ao seu Estado Natural para se protegerem. O Estado que eles criaram e que é o Indivíduo Artificial, tem tudo que os homens tinham no Estado Natural. A legitimidade do Estado se faz com a sua conservação e a manutenção da paz dos indivíduos em sociedade.
Do ponto de vista de Hobbes entende-se por liberdade “ a ausência de impedimentos externos, impedimentos que muitas vezes tiram parte do poder que cada um tem de fazer o que quer (...)”. O homem sendo egoísta e mau por natureza, põe em risco a vida em comunidade, o que explica a origem do como um meio para assegurar a vida e a possibilidade da convivência entre os homens.
Leviatã – gigante bíblico (monstro)

Rosseau acredita que o homem nasce bom por natureza, mas que a sociedade o corrompe.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O mito da caverna

Trata-se de um trecho do Livro VII de A República: no diálogo, as falas na primeira pessoa são de Sócrates, e seus interlocutores, Glauco e Adimanto, são os irmãos mais novos de Platão.

- Agora – continuei - representa da seguinte forma o estado de nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens em morada subterrânea, em forma de caverna, que tenha em toda a largura uma entrada aberta para a luz; estes homens aí se encontram desde a infância, com as pernas e o pescoço acorrentados, de sorte que não podem mexer-se nem ver alhures exceto diante deles, pois a corrente os impede de virar a cabeça; a luz lhes vem de um fogo aceso sobre uma eminência, ao longe atrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa um caminho elevado; imagina que, ao longo deste caminho, ergue-se um pequeno muro, semelhante aos tabiques que os exibidores de fantoches erigem à frente deles e por cima dos quais exibem as suas maravilhas.
- Vejo isso – disse ele.
- Figura, agora, ao longo deste pequeno muro homens a transportar objetos de todo gênero, que ultrapassam o muro, bem como estatuetas de homens e animais de pedra, de madeira e de toda espécie de matéria; naturalmente, entre estes portadores, uns falam e outros se calam.
- Eis – exclamou – um estranho quadro e estranhos prisioneiros!
- Eles se nos assemelham – repliquei – mas, primeiro, pensaas que em tal situação jamais hajam visto algo de si próprios e de seus vizinhos, afora as sombras projetadas pelo fogo sobre a parede da caverna que está à sua frente?
- E como poderiam? – observou – se são forçados a quedar-se a vida toda com a cabeça imóvel?
- E com os objetos que desfilam, não acontece o mesmo?
- Incontestavelmente.
- Se, portanto, conseguissem conversar entre si não julgas que tomariaam por objetos reais as sombras que avistassem?
- Necessariamente.
- Considera agora o que lhes sobrevirá naturalmente se forem libertos das cadeias e curados da ignorância. Que se separe um desses prisioneiros, que o forcem a levantar-se imediatamente, a volver o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos à luz: ao efetuar todos esses movimentos sofrerá, e o ofuscamento o impedirá de distinguir os objetos cuja sombraenxergava há pouco. O que achas, pois, que ele responderá se alguém lhe vier dizer que tudo quanto vira até então eram vãos fantasmas, mas que presentemente, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê de maneira mais justa? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas passantes, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é isso? Não crês que ficará embaraçado e que as sombras que viu há pouco lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que ora lhe são mostrados?
- Muito mais verdadeiras – reconheceu ele.
- E se forçam a fitar a própria luz, não ficarão os seus olhos feridos? Não tirará dela a vista, para retornar às coisas que pode olhar, e não crerás que estas são realmente mais distintas do que as outras que lhe são mostradas?
- Seguramente.
- E se – prossegui – o arrancam à força de sua caverna, o compelem a escalar a rude e escarpada encosta e não o soltam antes de arrastá-lo até a luz do sol, não sofrerá ele vivamente e não se queixará destas violências? E quando houver chegado à luz, poderá, com os olhos completamente deslumbrados pelo fulgor, distinguir uma só das coisas que agora chamamos verdadeiras?
- Não poderá – respondeu - ; ao menos desde logo.
- Necessitará, penso, de hábito para ver os objetos da região superior. Primeiro distinguirá mais facilmente as sombras, depois as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas, a seguir os próprios objetos. Após isso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da lua, contemplar mais facilmente durante a noite os corpos celestes e o céu mesmo, do que durante o dia o sol e sua luz.
- Sem dúvida.
- Por fim, imagino, há de ser o sol, não suas vãs imagens refletidas nas águas ou em qualquer outro local, mas o próprio sol em seu verdadeiro lugar, que ele poderá ver e contemplar tal como é.
- Necessariamente.
- Depois disso, há de concluir, a respeito do sol, que é este que faz as estações e so anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é causa de tudo quanto ele via, com os seus companheiros, na caverna.
- Evidentemente, chegará a esta conclusão.
- Imagina ainda que este homem torne a descer a caverna e vá sentar-se em seu antigo lugar: não terá os olhos cegados pelas trevas, ao vir subitamente do pleno sol?
- Seguramente sim – disse ele.
- E se, para julgar estas sombras, tiver de entrar de novo em competição, com os cativos que não abandonaram as correntes, no momento em que ainda está com a vista confusa e antes que seus olhos se tenham reacostumado (e p hábito à obscuridade exigirá ainda bastante tempo), não provocará riso à própria custa e não dirão eles que, tendo ido para cima, voltou com a vista arruinada, de alto, e conseguissem eles pegá-lo e matá-lo, não o matarão?
- Sem dúvida alguma – respondeu.
- Agora, meu caro Glauco – continuei – cumpre aplicar ponto por ponto esta imagem ao que dissemos mais acima, comparar o mundo que a vista nos revela à morada da prisão e a luz do fogo que a ilumina ao poder do sol. No que se refere à subida à região superior e à contemplação de seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma ao lugar inteligível, não te enganarás sobre o meu pensamento, posto que também desejas conhecê-lo. Deus sabe se ele é verdadeiro. Quanto a mim, tal é minha opinião: no mundo inteligível, a idéia do bem é percebida por último e a custo, mas não se pode percebê-la sem concluir que é a causa de tudo quanto há de direito e belo em todas as coisas; que ela engendrou, no mundo visível, a luz e o soberano da luz; que, no mundo inteligível, com sabedoria na vida particular e na vida pública.
- Partilho de tua opinião – replicou – na medida em que posso.


( Platão, A República, v.II, p. 105 a 109.)

http://www.youtube.com/watch?v=QNu7_JeBj08

DO MITO À RAZÃO: O NASCIMENTO DA FILOSOFIA NA GRÉCIA ANTIGA

1. Introdução
. Os primeiros filósofos são gregos/ suas reflexões encontram-se ainda vinculadas à religião.
. Este texto apresenta a passagem da consciência mítica para a consciência racional na civilização da Grécia Antiga.
2. A concepção mítica
2.1. As epopéias
. Os mitos gregos eram transmitidos através de uma tradição oral por meio dos aedos e rapsodos. O anonimato é conseqüência da poesia impessoal e coletiva das epopéias.
. Homéro (séc. IX a.C.?) seria citado como autor da Ilíada (que relata sobre a guerra de Tróia) e Odisséia ( que conta sobre o retorno de Odisseu à Ítaca).
. As epopéias transmitiam aos gregos os valores da cultura por meio dos mitos, de forma que ensinavam determinada concepção de vida. Os feitos heróicos aí relatados mostram a constante intervenção dos deuses. “O herói vive, portanto, na dependência dos deuses e do destino, faltando a ele a nossa noção de vontade pessoal, de livre-arbítrio”.
. Nas epopéias a virtude do herói se manifesta pela coragem e pela força, sobretudo no campo de batalha, mas também na assembléia, no discurso, pelo poder de persuasão”.
2.2. A teogonia
. Hesíodo (séc. VIII e VII a.C.) já possue características, em sua obra, que tendem a superar as epopéias na sua impessoalidade e coletivismo, embora ainda reflita a preocupação com a crença nos mitos.
. A Teogonia, obra de Hesíodo, relata as origens do mundo e dos deuses.
3. A concepção filosófica
3.1. A escrita
3.2. A moeda
3.3. A lei escrita
3.4. O cidadão da pólis
3.5. O nascimento do filósofo
4. Mito e filosofia: continuidade e ruptura

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, FILOSOFANDO, 2. ed. rev. atual.,
São Paulo, Editora Moderna, 1993.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

-Origem do pensamento filosófico-



Zeus


I. Definição de mito.

Mito, vem do grego mythos, e seu significado etimológico é “fábula”.
Compreende uma narrativa na qual a palavra é usada para transmitir e comunicar coletivamente a tradição oral, preservando a sua memória e garantindo a continuidade da cultura.
Os mitos exprimem pelas palavras a existência humana no mundo, tornando-a concreta. Segundo o Dicionário Caldas Aulete “mito” significa:
“ Fato ou passagem da fábula; narração de um fato físico ou moral feita sob a forma simbólica de alegoria; (fig.) coisa que não tem uma existência real; coisa em que se não crê; quimera; utopia; (fig.) pessoa ou coisa incompreensível; enigma ”.
Na ODISSÉIA de Homero, existem várias passagens mitológicas, como da feiticeira Circe ou a do gigante Polifemo.
O mito ainda faz parte da nossa vida cotidiana, como uma das formas do existir humano.


II. O mito e a verdade.

Os mitos serviram para explicar os fenômenos naturais e também as questões feitas em torno da origem do universo e do homem.
Segundo Mircea Eliade, em MITO E REALIDADE, “os mitos narram não apenas a origem do mundo, dos animais, das plantas e do homem, mas também de todos os acontecimentos primordiais em conseqüência dos quais o homem se converteu no que é hoje – um animal mortal, sexuado, organizado em sociedade, obrigado a trabalhar para viver, e trabalhando de acordo com determinadas regras”.


III. O mito em relação à origem segundo Hesíodo (séc. VIII/ VII a.C.)

Hesíodo, é o mais antigo poeta grego cujas obras chegaram a nós. Produz uma obra com características próprias, pois “já não é um aedo escondido por trás da poesia impessoal e coletiva que é a epopéia, mas alguém que se sente um indivíduo destacado dos demais” ( Rocha Pereira, Estudos de história da cultura clássica, p.119), embora ainda reflita a preocupação com a crença nos mitos.
A Teogonia (a origem dos deuses), em Hesíodo, conta as origens do mundo e dos deuses, e as forças “naturais” que surgem são as próprias divindades: Gaia é a terra, Urano é o Céu, Cronos é o Tempo, etc. Esta obra pode ser estudada sob quatro aspectos interligados:
1) A noção mítica da linguagem como manifestação divina. As Deusas Musas, filhas de Zeus e de Mnemosýne (“Memória”), manifestam-se no canto e na dança e em forma de canto e de dança. Elas constituem o fundamento transcendente dos cantos e, ao mesmo tempo, a garantia divina da verdade que nesses cantos se revela.
2) A noção mítica da verdade como “revelações” (alethéa). A Verdade aqui é um dom dos Deuses, e assim depende da vontade deles se ela se apresenta ou não aos homens. O reino do ser é o não-esquecimento, a aparição (alethéa) – toda a negação de ser vem da manifestação da noite e seus filhos, entre eles o Esquecimento (léthe, lesmosyne). A linguagem é filha da memória, ou seja: deste divino Poder trazer à Presença o não-presente, coisas passadas ou futuras. Ora, ser é dar-se como presença, como aparição (alethéa). É na linguagem que se dá o ser - aparição – e também o simulacro, as mentiras. É na linguagem que impera a aparição (alethéa) – e também o esquecimento (lesmosyne). O ser se dá na linguagem porque a linguagem é numinosamente a força-de nomear. E a força-de-nomear repousa sempre no ser, isto é, tem sempre força de ser e de dar ser.
3) A noção mítica do tempo como temporalidade da Presença divina. Os gregos hesiódicos vivem na proximidade dos Deuses, num tempo cujos dias não se deixam medir por quaisquer números, pois as características e qualidades mesmas do Deus que nesse dia se manifesta e se comemora.
4) A noção mítica do mundo como um conjunto único, uno e múltiplo de teofanias. Para os gregos hesiódicos, o mundo é um conjunto único de inesgotáveis aparições divinas (teofanias).

A Teogonia – poesia arcaica (o sentido da palavra arcaico aponta para a anterioridade e a antiguidade - uma canção composta quando o pensamento racional começava a pré-figurar-se // - num sentido etimológico, envolve a idéia de arkhé, de um princípio inaugural,constitutivo e dirigente de toda a experiência da palavra poética.).
Nyx e Érebo separam-se no Caos. Érebo desce e liberta a noite, que por sua vez torna-se côncava, transformando-se numa esfera imensa cujas metades dividem-se originando Eros (o amor). Enquanto suas duas partes se tornam, uma a abóbada do Céu (Urano), e a outra, o disco mais achatado da Terra (Gaia).
Da união entre Urano e Gaia nasceram:
1ªGeração- (seis Titãs) – Oceano;
Coeo;
Crios;
Aiperion;
Jupiter e
Cronos.
2ªGeração- (seis Titanides) – Téia;
Réia;
Têmis;
Mnemosise;
Febe e
Tetis.
3ªGeração- Arges (a luz do relâmpago);
Esteropes (as nuvens da tempestade) e
Brontes (o ronco do trovão).
4ªGeração- Os Hecatônquiros (monstros de cem –braços);
Coto;
Briareu e
Gies.
Urano assustado com a 3ª e a 4ª geração de filhos, esconde-os no centro de Gaia. Gaia lamenta-se dia e noite, aborrecida e incomodada pelos filhos.
Seus lamentos são ouvidos por Cronos, que prepara uma vingança contra o pai. Quando Urano pousa sobre Gaia, como era de costume fazer às noites, Cronos corta-lhe os testículos. O sangue que jorrou da ação de Cronos sobre seu pai, fecunda Gaia mais uma vez , nascendo desta gestação a 5ª Geração - As Erínies;
Os Gigantes e
Melíades (ninjas dos freixos).
Ao libertar seus irmãos do seio materno, mergulhou-os nas trevas infernais, no fundo do tártaro.
Gaia , furiosa o amaldiçoa dizendo:
Acontecerá com você o mesmo que causou a seu pai, pois seus filhos farão a você o mesmo que fizeste a ele.
Cronos casa-se com Réia, e com medo que as palavras de sua mãe se realizassem, Cronos devorava cada filho seu, assim que este nascia. Foram devorados:
Hestia;
Demeter;
Hera;
Hades;
Posseidon.
Assim que Réia engravida de Zeus, ela se esconde em Creta, onde poderá dar luz sem que Cronos devore a criança.
Mas, Cronos vai a sua procura e é enganado por Réia, que ao invés de dar o filho para ser por ele devorado, dá-lhe uma pedra enfaixada com o aspecto de criança, que é devorada imediatamente sem que este percebesse. Desta forma Zeus foi salvo por sua mãe.
Nos últimos séculos do segundo milênio antes de cristo, os aqueus habitavam a Grécia peninsular e algumas ilhas na idade do bronze. Povo invasor, tinham expulsado, reduzido à obediência ou assimilado as populações anteriores. De sua civilização, fortemente influenciada pela Ilha de Creta, restam, de um lado, ruínas e achados arqueológicos e, de outro, um rico filão de lendas e tradições, onde se opulentou a poesia épica e trágica do milênio seguinte.
Eles destruíram, na Frígia, diante dos Dardanelos, a praça-forte de Tróia. Motivou a guerra, segundo a lenda, o rapto de Helena, a mais bela mulher do mundo, esposa de Menelau, rei de Argos, por Páris, príncipe troiano. Os feitos dos guerreiros nessa campanha e os eventos de seu regresso à terra pátria constituíram o tema de um número considerável de epopéias, das quais o tempo somente nos conservou duas, atribuídas pela antiguidade a um aedo chamado Homero, sobre quem nada se sabe com certeza : a Ilíada, que versa episódio da guerra, e a Odisséia, onde se narram as aventuras do mais astuto dos capitães daquela expedição, Odisseu, rei de Ítaca, que após a destruição de Tróia, sofre muitas aventuras até chegar de volta a seu lar.
Homero foi um poeta grego, nascido provavelmente no século IX a.C., durante a chamada Idade Média grega (período de pobreza e isolamento, resultante da decadência da civilização micênica – 1600 à 1200 a. C. – período em que a arte, a riqueza e o espírito de aventura que caracterizaram os micênicos se perderam). A linguagem escrita tinha sido abandonada, e uma das poucas formas organizadas de expressão que sobrevive na forma de poesia oral, foi a epopéia, que era transmitida oralmente, de geração a geração, pelos aedos e rapsodos. Segundo as lendas, Homero foi um desses aedos, um poeta cego, que andava de cidade em cidade mendigando e recitando seus versos.

A Ilíada conta sobre a Guerra de Tróia e a sua origem .
Pois, o fato se passa em uma festa de núpcias a que compareceram os deuses do Olimpo. Porém, Éris – a deusa da discórdia – despeitada por não ter sido convidada, surgiu atirando ao chão um fascinante pomo (fruto) de ouro, dizendo que ele pertencia à mais bela das deusas. Três delas – Atenas, Hera e Afrodite – Precipitaram-se para apanhá-lo. Zeus, o pai dos deuses, pressentindo uma tragédia, interveio, nomeando outro deus para solucionar a questão. Nenhum deus aceitando a incumbência, por temer o rancor das perdedoras, foi preciso que Zeus chamasse Hermes (o mensageiro do Olimpo), e pedisse-lhe que submetesse o caso a um mortal.
Páris, um príncipe troiano, foi escolhido para solucionar o
problema . As deusas, cada uma desejando ser escolhida como a mais bela, tentavam seduzir o príncipe troiano prometendo-lhe:
Hera – torná-lo rei de toda a Ásia;
Atena- assegurando-lhe o dom da sabedoria e vitória nos combates;
Afrodite- garantiu-lhe o amor da mulher mais bela da Terra.
Paris, depois de muito refletir, deu o pomo à Afrodite.
A mais bela mulher da Terra era Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta.
Páris, desejando-a viajou para o sul da Grécia e foi muito bem recebido por Menelau, esposo de Helena, que nada suspeitava sobre as intenções de Paris.
Ajudado por Afrodite, Páris seduz Helena e a leva para Tróia.
Menelau, indignado, convocou os chefes gregos para marcharem contra a poderosa Tróia.
Começa aqui a guerra que se estendeu por dez longos anos, que através da estratégia com o célebre cavalo de madeira, os gregos acabam tomando a cidade. Depois de arrasarem com Tróia e saquearem toda sua riqueza, os chefes gregos voltaram para suas pátrias distantes onde os aguardavam suas esposas amorosas.

A Odisséia conta sobre a volta de um desses chefes, que ficou conhecido por toda Grécia antiga por sua astúcia e coragem, seu nome era Ulisses que viera de Ítaca , uma pequena ilha do Mar Jônio. Saudoso de casa, da mulher Penélope e do filho Telêmaco, padeceu outros dez anos para retornar à Ítaca.


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